Comparado ao primeiro trimestre de 2022, polícia prende quase o dobro de foragidos neste ano

Maurício Barbosa

Comparado ao primeiro trimestre de 2022, polícia prende quase o dobro de foragidos neste ano
Foto: Maurício Barbosa.

Uma das primeiras ações de combate à criminalidade são as abordagens feitas nas ruas da cidade. E são essas abordagens que muitas vezes resultam em um número muito importante na área da segurança pública: o de foragidos do sistema carcerário recapturados ou de suspeitos com mandados de prisão expedidos pela Justiça e que ainda não foram presos.

E é esse indicador que quase dobrou nos primeiros três meses de 2023 em relação ao mesmo período que no ano passado: policiais da 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) da Brigada Militar (BM) prenderam 74 foragidos este ano, enquanto que em 2022 foram 38.O aumento no número de prisões de foragidos começou a ser percebido logo no primeiro mês do ano, quando foram presos 10 pessoas a mais do que no mesmo período que no ano passado e pulou de sete para 17 casos. Em fevereiro, o número passou de 16, em 2022, para 14 este ano, sendo o mês com o menor aumento de prisões. Já março foi quando os policiais tiveram mais trabalho, e colocaram atrás das grades 43 criminosos em 2023. O número é quase três vezes a quantidade de presos em do mesmo mês no ano passado.O comandante do 1° RPMon, major Rogério Glanzel Alves, afirma que o trabalho de inteligência é fundamental para a localização e prisão dos foragidos. O comandante destaca que, em 2023, já foram feitas 18,7 mil abordagens de caráter preventivo.– O aumento do número de prisões decorrentes do cumprimento de mandados judiciais, no comparativo do ano anterior, decorre principalmente das ações de inteligência policial, onde, após o levantamento de informações, estas são repassadas às guarnições de policiamento ostensivo que abordam, identificam e efetuam a prisão de foragidos, com destaque especial para a atuação das guarnições da força tática. As abordagens são intervenções de caráter preventivo com o objetivo de identificar pessoas, localizar armas, drogas e quaisquer objetos provenientes ou que possam ser utilizados para cometer crimes. Esses resultados positivos foram alcançados com a atuação diária dos policiais do 1º RPMon – , diz o major Rogério.

Policiamento

O tenente Jean Nascimento, comandante da força tática do 1º RPMon, trabalha na Brigada desde 2003 e nem lembra mais quantas pessoas já prendeu. Mas ele garante que boa parte era de foragidos da Justiça. Ele informa que a patrulha especial tem como um dos principais objetivos a prisão de foragidos no combate à criminalidade:– A força tática trabalha de forma especializada no policiamento, no cumprimento desses mandados. A gente atua de forma conjunta com o nosso setor de inteligência, que repassa as informações desses foragidos, desses mandados judiciais a serem cumpridos, os locais onde eles possam estar. Daí as equipes trabalham para fazer a prisão e mandá-los para o sistema carcerário novamente – explica o tenente.O sargento da Brigada Rafael Wasun afirma que, ao mesmo tempo em que os policiais fazem o trabalho ostensivo nas ruas, estão fazendo o preventivo, pois quando prendem um foragido, estão evitando que ele cometa outros crimes e garantindo a segurança da população. De acordo com Wasun, foragidos geralmente são reincidentes nos crimes:– As abordagens são efetuadas com suspeita fundada. A gente já tem um conhecimento, mesmo que não saiba quem está no veículo ou quem a gente está abordando. Abordamos, principalmente, para identificar, ver se a pessoa tem um objeto, alguma coisa ilícita com ela, se tem uma pendência judicial, um mandado a ser cumprido ou se está foragida do sistema prisional – diz.

Atrás das grades

Foragidos dos sistema carcerário que foram recapturados pela polícia no primeiro trimestre dos últimos dois anos em Santa Maria:

2022

Janeiro – 7

Fevereiro – 16

Março – 15

Total: 38

2023

Janeiro – 17

Fevereiro – 14

Março – 43

Total: 74

Variação de 2022 para 2023:

Janeiro – 119%

Fevereiro – -12,5%

Março – 87%

Aumento de 2022 para 2023: 95%. O equivalente a 36 foragidos a mais recapturados neste ano.

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